Baú do Bohemio: vida

Um sopro e a vida recomeça

Anoiteceu. Toquei na ferida, quis sangrar o que ficou para trás. Passei os dedos pela origem, vi a memória do que já não sou, para onde já não vou. Em cada pedaço de lágrima, havia um punho fechado a bater lá dentro. Esmagou-me a madrugada

Até amanhã, esperança

A vida é uma seca sem ti. Uma devastação de gestos simbióticos atirados ao chão. Uma pastagem de poeira numa desolação de coisas que se estragam na espera. Tudo tem validade para o consumo, exceto a vontade da tua pele. Mas ela não está. Ela

A vida não nos quer assim

Seis da tarde e o sol ainda franzia o lago trilhado em barcos de papel. E a esplanada do parque a contar as vidas que nele acontecem, preparava-se para apresentar mais uma das suas histórias milenares. Eram dois a quererem ser um. Ele nem se atreveu

Não deixes, meu menino

Quando és pequeno, ninguém te explica que as pessoas te morrem. Elas vêm residir em nós, fazem-nos pertencer e depois morrem. Quando és pequeno, ninguém te conta que os sonhos te morrem. Eles vêm alojar-se em nós, fazem-nos crer e depois morrem. E é isso

A letter to hope

Hello, my December lullaby. I hope this letter finds you well. I hope you’re still wearing that smile. It’s the most beautiful thing I ever saw on someone. I hope you still make the sun shy every time you open your eyes. I know how

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