Baú do Bohemio: carne

Com o vício nas veias

Tenho sede. Foi o que disseste antes dos lábios. Tenho fome. Foi o que sorriste antes dos corpos. E, assim, se entornou o prazer pela pele que aprisionava a vontade crua de possuir cada milímetro de eterno. Sei que estou rendido, quando a única salvação

Crime é não amar

Aqui, nesta cama onde me deito, já desabaram mulheres imensas a transbordar de calor. E os lençóis já foram florestas extensas de noites intensas neste incêndio sem fim. Aqui, neste quarto fúnebre de ti, plantei mil rosas às mil emoções que encontraram a morte na

Anatomia de uma ficção: Carne

Abro as cortinas de uma vida desordenada. Aqui, prostrado nos vícios da carne, pergunto-te: com quantos corpos se dilacera uma alucinação? Com quantas bocas se mitiga uma miragem? Sucedem-se noites abatidas num quarto turvo, onde finjo que te contenho na adrenalina de uma transpiração. Contos

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