Baú do Bohemio: tempo

Um nada que tem tudo

Saudade. Essa palavra que só existe na língua portuguesa e que nos acorrenta a um sentimento apenas tangível por dentro, apenas traduzível na carne que se recolhe do hoje para tocar o ontem. Ah povo fadista, entristecido, sonhador aprisionado ao passado. Povo tão soturno e

As nossas horas cansadas

E as conversas que são sempre as mesmas (e são), e os sítios que são sempre os mesmos (e são), e as pessoas que são sempre as mesmas (e são), e os teus olhos que já não são os mesmos (e não são), e os

No momento em que te espero

Espero-te, na sombra da tarde. Espero-te, consciente do que espero. Espero-te, sabendo bem o que espero. Sei que foste antes de mim, assim como fui antes de ti. E mesmo assim, espero por ti, não sabendo sequer se é de ti que espero. Mas espero.

Encontrei-te no tempo

Hoje viajou-me o tempo pelo chão que tremia. Passaram-me todos dias pela retina. Atravessou-se o mundo pela janela da mente e logo, iminente, lembrei-me de uma porta que se abria. Aconteceu-me um sorriso a vestir a perfeição e depois a escravidão do momento. Nasceu uma

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