Baú do Bohemio: amor

Madrugada dos nossos pecados

É madrugada, meu amor, é hora da carne, se houver alguma hora específica para a carne, a não ser todas as que cabem num dia, todas as que cabem quando as tuas pernas abrem. É madrugada, meu amor, e já sabes que a madrugada nos

Amar não vem nos livros

Não me ensines como amar, amarei como sei, à minha maneira. Pode não ser grande coisa, pode ser uma merda. Será. Mas deixará de ser amor, só porque não se enquadra nessas normas e regras cuspidas pelos outros? Quero lá saber do que os outros

Com o vício nas veias

Tenho sede. Foi o que disseste antes dos lábios. Tenho fome. Foi o que sorriste antes dos corpos. E, assim, se entornou o prazer pela pele que aprisionava a vontade crua de possuir cada milímetro de eterno. Sei que estou rendido, quando a única salvação

As noites são putas do amor

Amo todas as noites que vieram visitar-me e amarei todas as que estão a caminho. Amo as noites, porque nelas respiro inteiro. Não têm a indiferença dos dias, demasiado preocupados nas suas rotinas. Amo as noites, porque as noites acontecem para amar. As noites são

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