Baú do Bohemio: liberdade

Na tua mão sou livre

É o encaixe perfeito. Duas peças alinhadas na sintonia de uma mesma arritmia. Na tua mão. É na tua mão que me pertenço por inteiro. Inteiramente completo nos nós dos teus dedos que entrelaçam poemas que não sei escrever. É por impulso que pulso um

Liberté, mon amour

Fodam-se os incendiários do medo, independentemente de terem comprado os vossos fósforos em Paris, Bruxelas, Nova Iorque, Bagdad ou Damasco. Fodam-se os extremistas do ódio, os fundamentalistas da raiva. Fodam-se os terroristas das bombas, das Kalashnikov, do petróleo, das bíblias e dos alcorões. Fodam-se as

Amar-te-ei enquanto fores livre

Tenho esta tendência para cair nos teus braços. Mas não me queiras a 100 decibéis. Sou daqueles que ama longe do sufoco das multidões, atordoadas pelo estrondo do imediato. Sou devagar, sem pressa para explorar cada pedaço dos teus dias. Mas sou das minhas noites,

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