Baú do Bohemio: liberdade

Viver é outra coisa

Queria a quantidade certa de coragem para abrir os braços sobre o incerto, uma dose incerta de bravura para esticar as pernas sobre o vazio. Queria a força de mil homens cegos, de mil homens surdos, de mil homens mudos. Queria não ver, não ouvir,

Ser sempre em tudo

Sou em mim todas as pessoas, lugares e momentos a entrarem pelos poros. Sou as experiências, as devastadoras e as regeneradoras, os voos rasos e a asfixia estratosférica. Vejo através da pele, para lá da aparência, aquilo que mora depois de tudo o que é

Na tua mão sou livre

É o encaixe perfeito. Duas peças alinhadas na sintonia de uma mesma arritmia. Na tua mão. É na tua mão que me pertenço por inteiro. Inteiramente completo nos nós dos teus dedos que entrelaçam poemas que não sei escrever. É por impulso que pulso um

Liberté, mon amour

Fodam-se os incendiários do medo, independentemente de terem comprado os vossos fósforos em Paris, Bruxelas, Nova Iorque, Bagdad ou Damasco. Fodam-se os extremistas do ódio, os fundamentalistas da raiva. Fodam-se os terroristas das bombas, das Kalashnikov, do petróleo, das bíblias e dos alcorões. Fodam-se as

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