Baú do Bohemio: ausência

Anatomia de uma ficção: Carne

Abro as cortinas de uma vida desordenada. Aqui, prostrado nos vícios da carne, pergunto-te: com quantos corpos se dilacera uma alucinação? Com quantas bocas se mitiga uma miragem? Sucedem-se noites abatidas num quarto turvo, onde finjo que te contenho na adrenalina de uma transpiração. Contos

Até amanhã, esperança

A vida é uma seca sem ti. Uma devastação de gestos simbióticos atirados ao chão. Uma pastagem de poeira numa desolação de coisas que se estragam na espera. Tudo tem validade para o consumo, exceto a vontade da tua pele. Mas ela não está. Ela

Para o homem da minha vida

Não sei qual é o fuso horário do lugar onde estás. Por aqui, o relógio marca 19 anos e menos um dia, porque este é teu, mais do que o outro, porque foi este que te trouxe. E batem, precisamente, 19 anos no pulso e

Chovia nas coisas de dentro

Como posso explicar-te que ontem chovia saudade? Como hei-de dizer-te que as ruas ficaram inundadas com o teu nome? Como se explica a alguém que a saudade também chove? Entender que algo intraduzível pode ter expressão física, tangível, é coisa de poetas e loucos. Assim

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