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Do nada para o tudo (do tudo para o nada)

Um dia ainda vou amar-te sem estares à espera. Assim do nada. Eu sei que vai ser assim do nada. Um tudo que vem do nada, é assim que vou amar-te e tu não vais estar à espera. Nem vais dar pelo amor e eu

Narcótico

Entorpece-me a madrugada para não te ver sair. Dá-me o teu narcótico mais potente, esse alucinogénio de ardor. Tira-lhe a letra repetida, substitui a terceira, chama-lhe o que quiseres, o que sentires que é, desde que seja a supressão plena destes anos sozinhos. Inflige-me a

A letter to hope

Hello, my December lullaby. I hope this letter finds you well. I hope you’re still wearing that smile. It’s the most beautiful thing I ever saw on someone. I hope you still make the sun shy every time you open your eyes. I know how

Chovia nas coisas de dentro

Como posso explicar-te que ontem chovia saudade? Como hei-de dizer-te que as ruas ficaram inundadas com o teu nome? Como se explica a alguém que a saudade também chove? Entender que algo intraduzível pode ter expressão física, tangível, é coisa de poetas e loucos. Assim

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