O futuro não espera por ti

O teu destino és tu. O teu futuro está a ser criado com o que fazes do teu presente. Não és a folha, és o vento. Sopras o teu próprio caminho. Deixa-te de destinos e acasos, deixa-te de sortes e azares, deixa-te de desculpas. Tudo isso só te deixa paralisado onde os cruzamentos na estrada te incapacitam os pés. Pés que se apoiam apenas na terra batida das crenças noutra coisa qualquer que não em ti não são pés, são raízes. É preciso acreditar sim, mas em ti. Quando acreditas, metade do trabalho está feito. Acreditar que consegues é meio caminho andado para conseguires. Então deixa-te ir e leva-te contigo.

Quando caminhas por ti, vais com a força toda do mundo, do teu mundo. É preciso andar sim, mas por ti. Quando andas por ti, não vais só. Quando vais por ti, não andas sozinho. Vais com a crença absoluta em ti, vais contigo. Vais porque consegues ir, vais porque queres ir, vais porque tens de ir. Vais, por ti. Aprende a ir, a caminhar, sim. Se tropeçares, descansa e recomeça. Aprende a ir, sim, mas aprende, principalmente, a resistir. Aprende a continuar, mesmo que tudo te trave. Destrava-te, solta o freio e vai, sem medo. Vai, com todos os medos.

Não é somente porque andas que deves ir. Deves andar, sim, porque a estagnação é água imprópria para consumo. Então consume todas as possibilidades e caminha, por ti, sabendo que nunca andarás sozinho. Porque tens, em ti, uma urgência insuportável de viver. Um pulsar de movimento abrupto e inconciliável com a letargia do deixar andar, uma derrocada qualquer de libertação. Não te deixes andar e caminha, agora. Não esperes, avança. A espera é a maior inimiga de quem alcança. Vai, em direção ao que não te espera. E reclama para ti tudo o que um dia disseste que serias. Porque se a folha voa é porque tu sopraste. Se há amanhã é porque tu acordaste. Se há caminho é porque tu caminhaste.

O teu destino és tu. O futuro tem as tuas mãos a moldar cada traço. O teu destino são os teus braços e as tuas pernas a avançar por ele adentro. As tuas pernas, os teus braços, são lanças a rasgar a sorte. Não há sorte ou acaso fortuito, há a tua vontade de ir, de fazer, de ser. Não meças as palavras, muito menos as ações, como se fossem pedaços de tecido que usas para cobrir as vergonhas. Não sejas forreta com a vida. Usa o rolo todo e quando acabar faz o favor de arranjar outro. Desenrola-te em felicidade e dá de ti tudo. Se faltar o sol, agarra-te à lua. Se chover, molha-te. Se houver vento, voa. Deixa que a vida te despenteie de tal maneira que tu não saibas mais onde o amor e a loucura se abraçam.

Vive, sem vergonha e sem medo. Vive, com todos os medos, e vai em frente, vai para os lados, vai para onde quiseres ir, para onde sentires que tens de ir. Vai, principalmente, para onde sentires. Caminha para onde o sentir te leva. E fica, apenas e sempre, onde sentires que tens de ficar, onde sentires que te tens. Vai, sem o menor pudor, sem o mínimo respeito pelo incerto. Porque ao longo do teu caminho vais aprender que é tão bom poder ligar todas as sirenes e gritar para o mundo, num orgasmo de liberdade, que estamos e, acima de tudo, somos vivos! Tu existes na vida e a vida existe em ti. Vive!

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