Liberté, mon amour

Fodam-se os incendiários do medo, independentemente de terem comprado os vossos fósforos em Paris, Bruxelas, Nova Iorque, Bagdad ou Damasco. Fodam-se os extremistas do ódio, os fundamentalistas da raiva. Fodam-se os terroristas das bombas, das Kalashnikov, do petróleo, das bíblias e dos alcorões. Fodam-se as igrejas, as mesquitas e as sinagogas. Fodam-se as bolsas, as refinarias e as reservas federais, também. Que se foda Jesus, Maomé e Moisés. E que se foda Marx, Locke e Smith, já agora. Chega de sangue derramado pela intolerância, em nome de figuras proféticas e ideologias totalitárias. Fodam-se as religiões. Há muito que isto nada tem a ver com essas crenças pela salvação da alma. Resgate-se o que existe: a mente, o corpo, o abraço, a respiração.

Fodam-se todos os pretextos para a violência. Foda-se, que é pegar neles e fodê-los a todos. Um a um, com a garra de quem só quer ser livre e ser vivo. Foda-se, é fodê-los como se a nossa vida dependesse disso. E depende. E depois é amar o que importa, o que vive em nós e à nossa volta. Amar com tudo, como se as veias não suportassem a contenção, como se inflamasse tanto que a pele estilhaça. Como se fossemos rebentar. E que rebentemos com isto tudo, numa explosão de amor tão feroz que pulveriza cada pedaço do que existe a mais neste mundo. E que não reste mais nada neste mundo a não ser isso. Que o amor nos baste, que o amor nos chegue, e o quanto antes.

Peço desculpa pela linguagem mas, foda-se, eu quero é liberdade, paz e humanidade.

libertemonamour_obohemio

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